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NA CAMA COM O INIMIGO Os casais mais sólidos assentam numa complementaridade que corresponde a uma desigualdade à partida impossível de colmatar – Holmes e Watson, ou as suas caricaturas crísticas Poirot e Hastings, são o protótipo dessa relação – em que um deles serve para realçar o outro. Em caso de igualdade na nulidade, a complementaridade reduzir-se-á a uma pura redundância – Dupont e Dupond. Raros são, no fim de contas, os casais em que cada um dos parceiros tem suficiente força e personalidade para prosseguir a sua obra original sem deixar de amparar o outro – ainda mais raros aqueles que conseguem trabalhar a quatro mãos até o contributo de cada um deixar de ser distintamente perceptível: no cinema, por vezes irmãos, Taviani ou Coen, excepcionalmente um casal Straub-Huillet –, Mary e Percy Shelley ou Sartre e Beauvoir são casos suficientemente singulares para a história reter os seus nomes. É preciso que haja simultaneamente uma diferença e uma concordância iniciais que permitirão percorrer lado a lado caminhos paralelos. E também, já que se trata de criar, um longo sofrimento acumulado a sublimar. A Manuela trouxe porventura ao JAS a dimensão manual e artesanal, a paciência, a atenção ao […] Read more
“The Sand never falls on the same place” 5 > 6 May 2017 Along with the Portuguese artist JAS the Stavanger Symphony Orchestra and their conductor will take you on a magical journey full of music and images created by JAS. for more informations click here Read more
PORTRAITS  GENERATION – GREGOS E TROIANOS 12 abril > 13 maio | 3 Punts Galería [Barcelona]   Um homem se propõe a tarefa de desenhar o mundo. Ao longo dos anos, povoa um espaço com imagens de províncias, de reinos, de moradas, de instrumentos, de astros, de cavalos e de pessoas. Pouco antes de morrer, descobre que esse paciente labirinto de linhas traça a imagem de seu rosto. Jorge Luis Borges, El hacedor   JAS quer jogar em todos os campos. Figuração e abstracção, simbolismo e gratuidade, traços e manchas, rascunho e assinatura, inacabamento e exposição, técnica e espontaneidade, memória histórica e contemporaneidade. As telas de JAS são povoadas. Todavia as figuras só têm valor de sinais. Eminentemente simbólicas, a sua significação permanece – faz questão de permanecer – indecifrável. Os sinais neste caso remetem apenas para o arbitrário taumatúrgico do pintor. Os motivos são em número reduzido e repetem-se de tela para tela. Não referem nenhuma realidade externa, nenhuma mitologia reconhecível; unicamente, por alusão mais do que por citação, a uma história da pintura. O alcance dessas figuras não deve transbordar das telas. Há nelas animais, principalmente pássaros e peixes, por vezes cães que talvez sejam lobos, e serpentes. […] Read more
White Body | Corpo Branco – JAS Serigrafia: Ed. 60, 10 cores, 48x64cm, papel Fabriano 300g/m2 branco. Read more
Teatro Aveirense Sexta, 17 de Fevereiro de 2017 | 21:30   Espectáculo original de palavra dita com textos de vários autores portugueses, seleccionados e adaptados por Capicua para declamar em base musical composta por Pedro Geraldes dos Linda Martini. A temática do concerto gira em torno da presença da água nos quotidianos; sobre a presença do elemento água, nas suas diferentes dimensões (mar, rio, chuva, fontes ou neblina) na vida individual e nos espaços colectivos. A base musical é construída tendo como matéria-prima paisagens sonoras, gravadas em espaço urbano (nomeadamente em Lisboa) e noutros espaços em que os diferentes sons da água sejam predominantes; estas gravações serão transformadas em música para criar o ambiente que servirá de base para a declamação. A esta simbiose junta-se o Artista Plástico João Alexandrino aka JAS, que desenha em tempo real as palavras e os sons narrados em areia. Autoria e interpretação: Capicua (selecção, adaptação e declamação de textos de vários autores portugueses)Música e arranjos: Pedro Geraldes Imagem/ desenho em tempo real: João Alexandrino aka JAS Produção SLTM para o Temps d’Images Lisboa Read more
A Fábrica das artes abre a sua programação 2016/17 com a 7.a Edição do Big Bang – Festival de música e Aventura para um público Jovem. o big bang parte de uma iniciativa da Zonzo Compagnie. É um projeto internacional que integra oito instituições culturais de sete países europeus e que conta com o apoio do Programa Europa Criativa. Continuará o caminho que vem a fazer com os seus parceiros no sentido da partilha, da reflexão, da vontade de criar, de trocar e de impulsionar projetos musicais para crianças na Europa. A areia nunca cai no mesmo sítio leva-nos pelas músicas de Debussy e de Milhaud através da ilustração executada ao vivo em areia. Este concerto é um verdadeiro convite à imaginação e à inspiração humanas.  Debussy, inspirando-se no poema de Mallarmé, retrata um fauno. nas suas danças sagrada e profana para harpa, um dos mais antigos instrumentos do mundo, o nosso espírito emociona-se e, com Milhaud, somos levados para outra dimensão da dança, o tango, inspirada na música do brasil. na interação com o artista plástico JaS, a música passa a ser uma espécie de partitura do desenho em areia realizado ao vivo. aqui, a maestrina rege tanto a orquestra […] Read more
Dissonhâncias: De um profundo sono ergui meus gritos As obras aqui apresentadas por JAS respondem a um nome que as (des)integra: dissonâncias. Este substantivo, tendencialmente aplicado a coisas com sons, é especialmente apto a propor-nos não apenas uma adivinhada desarmonia no interior de cada peça, pressentindo a esse respeito também uma desarmonia do conjunto em que se insere, como também uma desarmonia, quando não uma instabilidade, no âmago do seu medium de eleição: a arte pictórica. Na verdade, resulta mais ou menos evidente uma certa miscigenação de técnicas e suportes na obra de JAS. Suspeitamos aliás que a sua pintura está impregnada de vícios escultóricos, gráficos, em que a colagem e a assemblage se intercalam e cooptam numa espécie de dança de técnicas e maneirismos. Esta instabilidade fala-nos de uma profusão material nas possibilidades do artista mas também de um desassossego. A metáfora da dança parece ser particularmente operativa. É como se uma certa instabilidade e o (des)acordo das técnicas e suportes tomasse conta do conjunto, concorrendo para uma promiscuidade que é em si a unidade integral e inalienável do que se entendeu mostrar. Mostrar é o último acto do artista. Ao mostrar não só ele executa uma sentença de completude […] Read more